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 Velvet Secret

Velvet Secret
Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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Pintura photographica O photographo, perante os insuccessos e desenganos que a chromophotographia ainda embryonaria offerece, tentou com êxito pintar as suas photographias.
A pintura photographica proporciona um largo campo artístico e convida o amador que, mesmo sem ser animado do fogo sagrado da arte, póde produzir trabalhos lindíssimos.

Ha dois processos de pintura: a aguarella e a óleo.

Pintura a aguarella. — A tinta não adhere ás photographias tiradas em papel com brilho, e porisso se emprega o seguinte, preparado conforme vamos indicar:
Albumina com um pouco de acido acético crystailisado a 1% e alguma agua. Misture com uma vareta, filtre e addicione-lhe 2 % de ammoniaco.
A pintura effectua-se sobre um apparelho de retoque.

Eis como se procede:
Depois de se obter a photographia que se deseja colorir, toma-se um pouco de rosa ou carmim para pintar a carnação e applica-se pouco a pouco até se obter approximadamente a cor desejada.
Póde se empregar uma só mão de cor sobre as faces, mas obtém se um tom mais harmonioso, principiando por uma camada muito pallida e reforçando-a pouco a pouco, porque é mais difficil adoçar uma cor forte que débil.
Depois passa-se aos cabellos, aos olhos, ás sobrancelhas e aos lábios.
Um pouco de luz ou de cor mais clara sobre a fronte, nariz e mento, produz lindíssimo effeito e torna viva e animada a figura.
Applica se tinta cinzento-verde nas partes do rosto que a requerem. A luz faz-se com branco chinez. As roupas brancas assignalam-se com cinzento. O fundo cobre se de uma tinta uniforme.

Se se quizerem produzir effeitos agradáveis e harmónicos, é necessário conhecer a theoria das cores.
As três cores, vermelha, amarella e azul são chamadas primarias, porque não se produzem pela combinação das outras cores.
A laranja, a purpura e a verde denominam-se secundarias, porque se formam pela combinação de duas cores primarias.
A mistura do vermelho e amarello produz a cor de laranja; a do vermelho e azul a purpura; a do amarello e azul a verde.
Estas três cores: laranja, purpura e verde são, portanto, secundarias.
Misturando a cor laranja com a purpura, obtem-se o bruno; a laranja com verde dá o verde médio.
Estas duas cores: bruno e verde médio chamam-se, portanto, terciarias, porque se obteem pela mistura de duas cores secundarias.

Ha duas espécies de cores: as quentes e as frias.
O amarello e o vermelho são cores quentes.
O azul é uma cor fria.
O amarello e o vermelho produzem tons luminosos e quentes.
E impossível produzir tons frios sem se usar o azul.

Na pintura usam-se três expressões: luz, sombra e cor, as quaes exprimem bem a qualidade das cores.
A luz é representada pelo amarello, a sombra pelo azul e a cor pelo vermelho.
E impossível produzir o effeito de um tom quente por meio das cores vermelha e amarella, se não se lhe introduzir a azul.
O vermelho é complementar do verde, porque o verde é formado por duas outras cores da serie das fundamentaes, a azul e a amarella.
O azul é complementar do laranja, porque o laranja contém vermelho e amarello.
O principio do uso das cores complementares é importantíssimo na pintura, porque é sobre elle que se baseia a harmonia das cores.
Quando n' um quadro as cores vermelha, amarella e azul estão bem distribuídas, o seu effeito é agradável e harmonioso.
Mas se não forem empregadas conforme a relação que ha entre ellas, dá se a discordância e o quadro não satisfaz.

Um dos erros mais communs dos principiantes consiste na omissão do vermelho nas paysagens, devido á qual as arvores ficam demasiado verdes. Isto porque o vermelho é a cor complementar do verde.
As cores liquidas transparentes a empregar são:
1. Amarello.
2. Azul.
3. Rosa n.º l.
4. Rosa n.º 2.
5. Violeta.
6. Magenta.
7. Bruno.
8. Amarello de ouro.
9. Negro.
10. Laranja.
11. Verde esmeralda.
12. Lacca carminada.
Todas estas cores são muito intensas.
Amarello.— O amarello é uma das cores mais usadas no colorido. É uma cor primaria. (…)

in Manual Pratico de Photographia, Adalberto Veiga, Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira, Lisboa, 1905, páginas 215 a 218.



Data: 2006-05-13

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