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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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EFEITO WERTHER
O impacto das notícias dos media no suicídio

SUICÍDIO - CONHECER PARA PREVENIR

PREVENIR O SUICÍDIO: UM GUIA PARA PROFISSIONAIS DA MÍDIA


Organização Mundial de Saúde
Genebra 2000

A mídia possui um papel importante na sociedade contemporânea fornecendo uma vasta gama de informações de formas diversas. Influenciam fortemente as atitudes, crenças e comportamentos nas comunidades, e têm um papel importante na prática política, econômica e social. Devido a esta influência, a mídia pode também possuir um importante papel na prevenção do suicídio.

O suicídio é talvez a forma mais trágica de terminar com a vida. A maioria das pessoas que pensa no suicídio é ambígua. Elas não têm a certeza de que querem morrer. Um dos muitos fatores que podem levar um indivíduo vulnerável ao suicídio pode ser a publicidade sobre suicídios na mídia. A forma como a mídia apresenta as notícias de casos de suicídio podem influenciar outros suicídios.

Estes guias procuram destacar o impacto das notícias da mídia no suicídio, indicar fontes de informação confiável, sugerir como fazer a notícia do suicídio tanto nas circunstâncias gerais como específicas e apontar os perigos a serem evitados quando da elaboração da notícia sobre o suicídio.

O IMPACTO DAS NOTÍCIAS DA MÍDIA NO SUICÍDIO

Uma das mais recentes e conhecidas associações entre a mídia e o suicídio nasceu do romance de Goethe Die Leiden des jungen Werther (O Jovem Werther), publicado em 1774. Nesta obra o herói mata-se com um tiro após uma malfadada paixão, e pouco depois da sua publicação muitos foram os casos de jovens que usaram o mesmo método para cometer o suicídio. Isto resultou na proibição do livro em determinados locais. Daí o termo “Efeito Werther”, utilizado na literatura técnica para designar os suicídios imitativos.

Outros estudos sobre o papel da mídia no suicídio incluem uma análise que remonta ao século XIX nos Estados Unidos da América. Outro caso famoso recente refere-se ao livro Final Exit (A Última Saída) de Derek Humphry: após a publicação deste livro, houve um aumento nos suicídios em Nova York usando os métodos descritos. A publicação de uma tradução intitulada Suicide, mode d'emploi em França levou também a um aumento no número de suicídios. De acordo com Philips e colegas, o grau de publicidade dado a uma história de suicídio está diretamente correlacionado com o número de suicídios subseqüentes. Casos de suicídios envolvendo celebridades, tiveram um impacto bastante forte.

A televisão também influencia os comportamentos suicidários. Philips demonstrou um aumento no suicídio até 10 dias após notícias televisivas de casos de suicídio. Tal como na imprensa escrita, histórias altamente expostas que aparecem em múltiplos programas em diversos canais parecem apresentar um maior impacto –ainda mais se envolvem celebridades. Contudo, existem estudos contraditórios sobre o impacto de programas de ficção: alguns mostram não haver efeito, enquanto outros provocam um aumento dos comportamentos suicidas.

A associação entre peças de teatro ou música e os comportamentos suicidários foi até hoje pouco investigada e permanecem apenas como casos isolados.

Mais recentemente, a Internet introduziu um novo número de problemas. Existem sites que ajudam a pessoa fornecendo planos suicidas e outros que tentam prevenir os suicídios. Até agora, nenhum estudo sistemático analisou o seu impacto no suicídio.

Em suma, existem suficientes evidências para sugerir que algumas formas de coberturas televisivas e jornalísticas não ficcionais de suicídios estão associadas com um aumento significativamente excessivo do suicídio; o impacto parece ser maior entre os jovens. Todavia, a maioria dos suicídios não é noticiada na mídia; quando a decisão é tomada de informar o público acerca do suicídio, geralmente envolve uma pessoa em particular, método ou local. O suicídio constitui sempre uma notícia valiosa e a mídia tem o direito de os noticiar mais. Contudo, os suicídios que atraem a atenção da mídia são aqueles que saem fora dos padrões usuais. De fato, é impressionante como os casos reportados pela mídia são quase invariavelmente atípicos e raros, e para os representar como típicos perpetuam-se futuras más informações acerca do suicídio. Os profissionais da saúde e pesquisadores reconhecem que não são as coberturas noticiosas per si, mas certos tipos de coberturas noticiosas, que aumentam os comportamentos suicidas em populações vulneráveis. De modo contrário, certos tipos de coberturas poderão ajudar a prevenir a imitação dos comportamentos suicidários. Todavia, existe sempre a possibilidade de que a publicidade acerca do suicídio possa fazer parecer a idéia do suicídio como “normal”. A cobertura repetitiva e contínua do suicídio tende a induzir e promover as preocupações suicidárias, particularmente entre os adolescentes e jovens adultos.

Leia este artigo na íntegra
FONTE: http://www.ronet.com.br/conhecer/guiamidi.html#ref1




Data: 2006-04-05

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