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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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RTP retirou da emissão insultos a Jorge Sampaio

A jornalista da RTP Maria João Barros "recebeu instruções" de coordenadores da RTPN para não difundir imagens que mostravam os populares de Canas de Senhorim a bater palmas e a chamar mentiroso ao Presidente da República.

O episódio aconteceu na quinta-feira, durante a visita supresa de Jorge Sampaio a Nelas. A jornalista que acompanhava o Presidente fez um directo às 10.00 para a RTPN que terminava com uma manifestação dos populares apupando Sampaio. Mais tarde, foi contactada pelos coordenadores da RTPN, no Porto, para não voltar a passar essas imagens.

Maria João Barros vai expôr formalmente o caso ao Conselho de Redacção da televisão pública e não se quer alongar em comentários antes de o fazer. Apenas diz que em "17 ou 18 anos de RTP" nunca lhe tinha "acontecido ser impedida de dar um plano de uma coisa que aconteceu porque é um insulto".

A indicação de omitir as referidas imagens do protesto partiu da Direcção de Informação, assumiu ao DN Luís Marinho, o seu responsável máximo. "Entendemos que não devemos divulgar insultos ao Presidente da República", disse. "As pessoas tem todo o direito de o fazer e nós de não o divulgar", referiu.

De acordo com Marinho, as imagens "passaram uma ou duas vezes", não só na RTPN como até terão entrado no Bom Dia Portugal (programa informativo das manhãs da RTP). "Ao fim da manhã, considerámos que não acrescentavam rigorosamente nada às notícias e não deviam ser difundidas" diz o director de Informação. "O que eu não quis foi que se eternizassem na emissão", sublinhou.

Confrontado com a existência de pressões externas, Luís Marinho rejeita-as liminarmente. "Há situações limite e esta foi uma delas", disse, assumindo que este tipo de casos "não são comuns mas quando acontecem, são analisados".

Contactado pelo DN, Manuel Villas Boas, presidente do conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas, não quis pronunciar-se "sobre a questão em concreto", mas disse que esta "levanta uma pergunta sobre a capacidade de um director de informação em executar a linha editorial do órgão que dirige. Se lhe for negada, para que serve?". Vilas Boas salienta ainda que "naturalmente as divergências editoriais devem ser resolvidas com bom senso e cooperação democrática, mais do que com argumentos de autoridade".

Manifestação?

As três televisões - RTP, SIC e TVI - acompanharam a visita de Jorge Sampaio a Nelas. Num dia dominado pela polémica do Apito Dourado, a jornada presidencial não abriu os noticiários da hora de almoço.

No Jornal da Tarde, da RTP1, a cobertura incluiu uma reportagem de Maria João Barros sobre o minuto de silêncio da população de Canas de Senhorim (onde Sampaio não esteve). Um jornalista, em directo a partir de Penedono (onde Sampaio almoçou) disse, em rodapé à dita reportagem, "a presidência aberta não ficou manchada por aquilo que mais se temia, uma manifestação da população de Canas de Senhorim".

Na SIC passou uma reportagem do jornalista Emanuel Nunes, que deu voz aos habitantes de Canas de Senhorim. O pivô que a lançou, também em directo de Penedono, sublinhou que Sampaio omitiu os planos da viagem e referiu-se à "manifestação desta manhã", seguindo para um directo com o representante do Movimento "Canas a concelho". Na TVI, a reportagem mostrou as faixas negras do luto dos populares e foi ouvir várias pessoas. O jornalista concluiu o trabalho referindo que os populares "deixaram o Presidente passar pelo concelho sem manifestação".

Marina Almeida, com Filipe Morais
Diário de Notícias, 11.02.2006




Data: 2006-04-05

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