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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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PARA DETECTAR MANIPULAÇÕES E ATROPELOS
Investigador defende educação para os media
REPRODUZIMOS O TAKE DA LUSA REFERENTE AO LANÇAMENTO DO LIVRO "PROMOÇÕES, SILÊNCIOS, DESVIRTUAÇÕES - A informação ao serviço da estação"

Coimbra, 02 mar (Lusa) - O investigador Dinis Manuel Alves, que lança quarta feira um livro sobre informação televisiva, defende uma educação para os media que permita ao cidadão conhecer os mecanismos básicos do funcionamento da imprensa, detetando “manipulações informativas e atropelos deontológicos”.

“Urge apostar na educação para os media. Não sendo crível a regeneração dos media no futuro, uma estratégia de cidadania deve passar pela educação para os media, com o cidadão conhecedor dos mecanismos básicos de funcionamento da imprensa, apetrechado para detetar manipulações informativas, atropelos deontológicos, sempre que existam”, disse hoje à agência Lusa o diretor da licenciatura em Comunicação Social do Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra.

Dinis Manuel Alves lança quarta feira, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, a obra “Promoções, silêncios e desvirtuações na TV - A informação ao serviço da estação”, que será apresentada por Francisco Rui Cádima, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Editado pela Mar da Palavra e dedicado ao eurodeputado já falecido Fausto Correia, o livro é a primeiro de quatro inseridos no projeto da investigação que culminou na sua tese de doutoramento, intitulada “A agenda-Montra de outras Agendas - Mimetismos e determinação da agenda noticiosa televisiva”, orientada por Francisco Rui Cádima e defendida em Abril de 2005 na Universidade de Coimbra.

Dinis Manuel Alves analisou perto de quatro mil telejornais dos quatro canais televisivos portugueses emitidos em sinal aberto, dando conta, neste livro, do que caracteriza como "autênticas campanhas de manipulação informativa”.

“Nas televisões portuguesas pratica-se um jornalismo de guerra sem que seja preciso arriscar repórteres no campo de batalha. A guerra é suja e trava-se entre as estações de televisão. Promovem-se os produtos da casa, com os telejornais servindo de ‘outdoors’ para alavancar audiências e desmoralizar o inimigo da frequência ao lado. É publicidade travestida de notícia”, considera, adiantando que “o cidadão-telespectador perde, mas perde muito”.

Na perspetiva do antigo jornalista, “há silêncios comprometedores, verdadeiros apagões noticiosos, e há desvirtuações graves merecendo lugar de destaque no pelourinho das falhas deontológicas”.
Para o investigador, é o sistema mediático, que não se discute e para o qual não vê hipóteses de regeneração, que está em causa, e não propriamente os jornalistas, os quais, na sua maioria, “vivem em estado de necessidade, no limite da precariedade”.
“Há um jornalismo de ‘follow up’, de enchimento noticioso, todos a citarem todos, com as redações exangues e a homogeneização dos conteúdos. Há um predomínio da agenda, do previsível, enquanto acontecimento preparado e encenado para os media”, sustentou.

Analisando o tratamento mediático do caso Face Oculta, Dinis Manuel Alves considerou que “não está a ser feito um jornalismo de qualidade” e que se criou “um esquema muito perigoso de verdade única, uma paranoia maniqueísta, entre os pró-Sócrates e os anti-Sócrates”.
“Os últimos meses foram um dos períodos mais negros do jornalismo em Portugal. Enquanto investigador, estou a viver um período fascinante, mas preocupante enquanto cidadão”, confessou.

Maria do Céu Sérgio
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
Lusa/fim


Data: 2010-03-02

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