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 Velvet Secret

Velvet Secret
Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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Censura no YOUTUBE

Sob o título “A CENSURA QUE JÁ TARDA”, Ferreira Fernandes escrevia ontem (12.10.2007) no Diário de Notícias:
O espanhol, homem qualquer, sem dinheiro ou influências que fazem os abusos serem pagos caro, foi abusado pela modernidade. Pela Internet, que trouxe mais liberdades a todos, até aos canalhas. O espanhol tem um filho esquizofrénico, já quarentão, que por vezes faz tristes figuras que provocam risos alarves. Mas a proximidade do bairro e o freio dos homens bons ajudavam a que o insulto se circunscrevesse a alguns irresponsáveis. Agora, não foi assim. Uns energúmenos puseram no YouTube imagens do esquizofrénico a fazer de índio sioux. O pai, que esteve décadas a aguentar risinhos à socapa, desta vez acha que é de mais. O chegar a todo o lado e a irresponsabilidade que o YouTube permite deixam o espanhol impotente. Claro que este caso (e outros e outros que vão repetir-se) irá obrigar a antídotos. Nessa altura vai dizer-se que há censura. E eu digo: que já tarda. Porque me agrada a censura que interdita que me cuspam na rua.”

Ferreira Fernandes tem razão. Carradas.
Acontece que, na web, a censura já existe. Pelo que nos toca, terrível porque arbitrária, condenável porque impede contra-argumentação.
No YOUTUBE há uma censura sem rosto, sem um @ para onde possamos reclamar.
Deparamo-nos com a sentença “This vídeo has been removed due to terms of use violation” e já está. Inapelável.
Porventura um pelotão de zelotas clicando na função “Flag as Inappropriate” julga conseguir impor a “moral” e os “bons costumes” num universo onde, a par de vídeos fabulosos, encontramos do pior ciberlixo alguma vez visto.

É um recurso poderosíssimo, sem dúvida; isso não impede que o epíteto de YOUTRASH lhe assente bem também.
A fobia ao nu, ao “naked” integra as práticas censórias de que falamos. Ele há nus e nus, mas não para o YOUTUBE.

Um dos canais que mantemos no YOUTUBE (www.youtube.com/mediapolisxxi), é preenchido, em mais de 90%, por vídeos utilizados para a educação para os media”, vídeos passíveis de ilustrar exercícios de “media critics” junto dos meus alunos, como alunos de outros mundo fora, podendo também fazer reflectir milhões de outros que não são alunos de ninguém.

Pois bem, todos os exercícios são legítimos desde que não metam o nu pelo meio. Falamos do nu, não falamos da pornografia. E, aqui, quase estamos tentados a classificar de pornográfico um dos vídeos mais vistos no YOUTUBE, o do menino gordo cantando “Dragostea din tea” (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=qEW47-YIKxU).

Ao segundo vídeo banido pelo YOUTUBE (neste caso respigado do insuspeito canal ARTE), cansámo-nos. Resolvemos tentar agora o SAPO, testar a tolerância deste provedor português por contraponto com o YOUTRASH dos senhores Page e Brin.

O canal chama-se “Lápis Azul” e mora em http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2.
Os dois vídeos censurados pelo YOUTUBE encontram-se disponíveis em
http://videos.sapo.pt/2m1A31qDghyknSzgVACO e http://videos.sapo.pt/1LwkveVRyCzP82kGRYIh

A ver vamos quanto tempo se aguentarão por lá...





Data: 2007-10-14

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