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 Velvet Secret

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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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TESE DE DOUTORAMENTO ANALISA A QUALIDADE DO JORNALISMO TELEVISIVO
Telejornais não mostram nada de novo Intitulada «Mimetismos e Determinação da Agenda Noticiosa Televisiva – A agenda-montra de outras agendas», a tese de Dinis Manuel Alves recentemente defendida na Universidade de Coimbra, conclui que o jornalismo televisivo português não acrescenta nada de novo.

Segundo o investigador, ex-jornalista, os telejornais praticam um “jornalismo de follow up, de ilustração ou de animação da actualidade previamente difundida por outros meios”. Dinis Alves recorre mesmo à velha máxima, “a rádio dá, a televisão mostra, o jornal explica” para construir uma outra à luz da sua investigação: “A rádio e os jornais dão, os jornais explicam, a televisão mostra ou anima (muito) do que a rádio e os jornais deram, mas explicando muito pouco”.

Dinis Alves chegou à conclusão de que a maioria dos telejornais são compostos por notícias “a custo zero”, ou seja, redifundidas sem sofrerem quaisquer alterações. “Estes circuitos de realimentação adquirem dimensão tal que os cidadãos que assistem aos informativos televisivos difundidos em Portugal vêem, em média, 39% de assuntos tratados anteriormente noutros telejornais da mesma estação, percentagem referente ao universo de assuntos veiculados pelos telejornais emissores”. Além disso, “30,5% destes assuntos são compostos por retomas sem qualquer actualização da proposta de pivot e da peça”.

Segundo o estudo, “no conjunto das três semanas de análise registámos 1188 antecipações por parte da rádio e/ou da imprensa, num total de 1664 assuntos tratados noticiosamente pelas estações de televisão. Em 71,4% dos casos, o meio/televisão seleccionou para difusão assuntos já previamente noticiados pela rádio e pela imprensa, ou só pela rádio, ou só pela imprensa. Já o inverso se verificou em apenas 9,5% dos casos (158 antecipações)”.

Por isso, conclui, “as agendas dos meios rádio e imprensa escrita não são, afinal, meras agendas concorrenciais e até subordinadas à agenda televisiva, mas agendas-alavanca de parte significativa do conteúdo da agenda televisiva, deste modo encarada como agenda-montra de assuntos previamente noticiados por outros meios”.

Para chegar a estas conclusões, o ex-jornalista e actual professor de fotojornalismo no ISCIA, em Aveiro, passou a pente fino os telejornais emitidos por quatro canais (RTP1, RTP2, SIC e TVI), repartidos pelo ano de 1999. Num total de 3.800 noticiários, foram seleccionadas 3 semanas (Janeiro, Junho e Dezembro), totalizando 215 telejornais, com 3.659 notícias. Dinis Alves procedeu ainda à análise dos noticiários emitidos pelas três principais estações de radiodifusão portuguesa (A 1, RR e TSF), respeitantes às mesmas semanas, num total de 2.344 noticiários, e à análise dos jornais diários, semanários e revistas.

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Data: 2006-06-21
Autor: Paula Alexandra Almeida

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